Geografia Aspectos Gerais
 PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DE MORADA NOVA
Originalmente denominado Vila do Espírito Santo, o Município de Morada Nova foi emancipado do território do então município de São Bernardo das Russas em 02 de Agosto de 1876, iniciando sua luta em direção ao desenvolvimento. O Município faz parte da 10ª Região Administrativa do Estado do Ceará e possui uma área de 2.797 km², sendo o 6° município do Estado em extensão territorial, com uma densidade demográfica da ordem de 23,44 hab/km². Obs.: Dados atualizados do censo do IBGE 2007 idicam 2.779 km² para o município em extensão territorial
SITUAÇÃO GEOGRÁFICA
Situado a 172 Km da capital cearense, ligado através dos trechos da BR 116 e CE 138, o município de Morada Nova está localizado na microrregião do Baixo Jaguaribe. Limita-se ao Norte com os municípios de Ocara e Beberibe (172 Km); ao Sul, com Jaguaretama (78 Km); a Leste, com Russas (54 Km), Limoeiro do Norte (36 Km), São João do Jaguaribe e Alto Santo; e a Oeste, com Ibicuitinga (36 Km), Quixadá (78 Km), Banabuiú e Ibaretama.
O Município conta com 926 km de rede rodoviária municipal e dispõe de um aeroporto composto por um campo de pouso, cuja dimensão é de 1.000 m X 25 m, com pista em piçarra, e opera aeronaves Band – Islander.
Morada Nova constitui-se numa Cidade Pólo de desenvolvimento agropecuário e agroindustrial. Situa-se a 05° 06’ 24 “de latitude Sul e 38° 22’ 21” de longitude Sul. Sua Sede está a 89 metros de altitude. Umidade relativa média do ar é baixa, com variações entre 55% e 70%. A velocidade dos ventos que chegam através do vale varia entre 3,9m/s a 5,0m/s, durante a estação seca, enquanto na estação chuvosa fica entre 2,8m/s e 3,5m/s, com média anual entre 3,8m/s. Ressalte-se a existência regular da circulação mar-terra, brisa denominada de “Aracati”. O nível de insolação é de 2.945 horas/ano.A evaporação é bastante elevada: 2.660,0 mm/ano.O nível de precipitação pluviométrica anual varia entre 615 e 750mm.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
Atualmente, o Município possui oito distritos político-administrativos que são os seguintes, conforme ano de criação e distância da Sede Administrativa: Sede (1.876), São João do Aruaru (1.933) (63 Km), Boa Água (1.913) (56 Km), Juazeiro (1.951) (32 Km), Lagoa Grande (1.988) (36 Km), Roldão (1.951) (26 Km), Pedras (1.951) (19 Km) e Uiraponga (25 Km).
De acordo com dados do Censo 2000, o Município conta com 64.394 habitantes, detendo o 13º maior contingente populacional do Ceará, sendo 30.525 na zona rural e 33.869 na zona urbana da Sede e dos distritos.
RECURSOS HIDRICOS
Os recursos hídricos existentes em Morada Nova compõem-se de águas superficiais (açudes, barragens, lagoas e rios perenizados) e de águas subterrâneas (poços tubulares e cacimbas).
Na categoria de águas superficiais do município, destacam-se os rios Pirangi e Palhano e a Bacia Hidrográfica do Rio Banabuiú, principal tributário do Rio Jaguaribe. De acordo com o Atlas do Ceará, a Bacia Hidrográfica de Banabuiú ocupa uma área de aproximadamente 19.810 km2.
Dada a sua extensão, ocorre ao longo dessa Bacia variações em termos litológicos, morfológicos, nos tipos de vegetação, nos solos e na própria rede hidrográfica.
Os principais afluentes do Rio Banabuiú em Morada Nova são o rio Sitiá, em sua margem esquerda, e os rios Santa Rosa e Livramento, em sua direita.
A regularização desses rios é feita através do Açude Arrojado de Lisboa (Banabuiú), construído no Boqueirão do Meio, no Município de Banabuiú, a uma distância de 70 km de Morada Nova, e pelo Açude Pedra Branca, no rio Sitiá, em Quixadá.
POPULAÇÃO
Segundo o Censo de 1996, a população total do município era de 60.426 habitantes [Obs.: Dados atualizados do censo do IBGE 2007 idicam 61.751 habitantes para Contagem da População](0,89% da população do Estado), onde 30.232(50.03%) residiam na área urbana e 30.194(49,96%) residiam na área rural. Com base na taxa geométrica anual de crescimento populacional no período compreendido entre 1991 e 1996 a população estimada do Município de Morada Nova em 1998, segundo o IPLANCE, era de 61.061 habitantes, sendo predominantemente a população residente na zona rural (31.797 habitantes). Atualmente, a taxa anual de crescimento é de 1,60.
Seguindo uma tendência estadual, a população urbana tem crescido a uma taxa geométrica de 3,6% enquanto a população rural involuiu a uma taxa de 1,27%. A taxa de urbanização cresceu, de 45% em 1991, para 50% em 1996. Deve-se considerar que a taxa de urbanização do estado é de 69%. Na zona rural, o distrito de Aruaru é o único com considerável aglomerado urbano (urbanização de 49%), situação que se compreende em função da maior facilidade de ocupação e renda, visto ser aquele distrito importante pólo moveleiro, gerando oportunidades de trabalho para os que deixam o campo em busca de dias melhores.
Na última década, o município sofreu um processo de estabilização de sua população, que migrou fortemente do campo para a Sede e zona urbana dos distritos.
A taxa de urbanização do município já atingiu mais de 52% da população total e, de acordo com as projeções realizadas, poderá chegar à faixa de 70% no ano 2020.
Essa realidade e perspectiva exigem a busca de parceiros e o aporte de mais investimentos que garantam a melhoria da qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável do município.
Dados oficiais do IBGE 2000 registram a existência de 15.367 domicílios. Isso representa uma taxa média de 4,5 habitantes por domicílio no meio urbano e 4,47 habitantes por domicílio no meio rural.
Com relação à estrutura etária, 51% da população está na faixa etária de até 19 anos; 26% entre 20 e 39 anos, sendo que apenas 17% entre 40 e 64 anos e 6% acima de 65 anos. Desse universo, 44,3% da população é constituída de adultos ativos (20 a 59 anos) e 23,1 de crianças (0 a 14 anos).
Do ponto de vista da distribuição por sexo, 32.626 habitantes são homens (16.637 residentes na zona urbana) e 31.768 são mulheres (17.232 residem na área urbana).
ASPECTOS CLIMÁTICOS
O domínio morfoclimático é o das Caatingas Semi-Áridas, nos termos da classificação de Ab'Saber.
O clima semi-árido, predominante no Nordeste brasileiro, é marcado pela existência de dois períodos definidos: um seco e longo e outro úmido, curto e irregular.
A irregularidade chuvosa varia no espaço e no tempo. O período seco tem mais de oito meses, sua duração média, e a seca é caracterizada quando essas estiagens permanecem por tempo superior a um ano.
Precipitação Pluviométrica
Na área de Morada Nova, a influência do clima regional nas condições de pluviometria é marcante.
Essa área também caracteriza-se pela existência de dois períodos pluviométricos, um seco e outro chuvoso. Esse último ocorre de janeiro a maio, com maiores precipitações no mês de abril, onde, em geral, atingem a faixa dos 200 mm. Os outros meses do ano são secos ou de baixas precipitações. O período de agosto a novembro é o de menos precipitação.
As média anuais de precipitações, que definem as áreas semi-áridas do Nordeste, situam-se em torno de 800 mm. Em Morada Nova precipitações ditas como normais ligeiramente inferiores à média nordestina, situando-se em torno de 7.1,3 mm, de acordo com a série de estatística da FUNCEME para o período de 1974/97.
TEMPERATURA
A temperatura do município é muito estável, uma vez que suas variações mensais, de janeiro a dezembro de cada ano, situam-se em torno de apenas 1 ºC. contudo, essa insignificante variação anual não se repercute no período diurno, bastante acentuada, devido à forte insolação incidente durante o dia, característica da semi-aridez da área.
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