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Patrimônio Cultural

Agadecimentos aos realizadores do trabalho abaixo publicado:

 

Sivaldo Carneiro Girão

Aucineide Lima Marinho

Francineide Ferreira Lima

Isabel Moreira de Lima

Chagas Sales Nogueira Lima

 

 

Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Juventude.

Governo Municipal de Morada Nova

2007

 

 

Bens Imóveis

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Capela de Nossa Sra. Do Livramento

Rua Cândido Fernandes s/n - Uiraponga

 

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Religiosa e Funerária

Capelas

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1726   

Século: XX

Início do século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Religioso

Religioso

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Regular

Bom

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Integro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Edificação religiosa de valor simbólico local, denominada Capela Nossa Senhora do Livramento, localizada no distrito de Uiraponga do Município de Morda Nova (Ce). Em 1726 era apenas uma capela, tomando as proporções atuais somente anos depois o que impede uma descrição da linguagem arquitetônica original. Guarda relíquias de imagens barroca em madeira, vindas da Corte.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

Fugindo de perseguições dos holandeses, famílias pernambucanas instalaram-se na região jaguaribana. Barra do Sitiá, São João do Jaguaribe foram alguns dos locais escolhidos pelos fugitivos para se estabelecerem, além de Livramento, antigo nome do atual distrito Uiraponga. Uma das famílias ficou dividida, parte instalou residência em Livramento e outra em Caracará. Estes últimos queriam construir no local um oráculo sob proteção de Nossa Senhora do Livramento; para tanto precisavam da imagem da santa, trazida de Pernambuco, que estava em Uiraponga. Dizem os antigos moradores de Livramento que, ao levarem a imagem para Caracará, misteriosamente a santa voltou para o distrito de origem. Diante de inexplicável fenômeno decidiram não mais tirá-la do distrito, construindo para ela uma capela sob sua invocação. Em 1726 era erguida a Capela de Nossa Senhora do Livramento (ou Santana), no atual distrito de Uiraponga, cujo nome se deve à criação de "arapongas", praticada por algumas famílias. Por possível equívoco cometido no momento do registro do nome do local, este foi alterado para Uiraponga. Considerada uma das maiores festas religiosa do município de Morada Nova, ao ponto de receber visita do Bispo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Antigo Mercado Público Municipal

Rua Luis S. Matos 14 - Sede

 

Mercado de cereais

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Mercados

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XIX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Comercial

Comercial

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Regular

Regular

Regular

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Integro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Antigo Mercado Publico Municipal, de interesse simbólico local, da cidade de Morada Nova(Ce), construção iniciada em 1878. Localizada numa quadra no alinhamento das vias, conformando um pátio central.As sucessivas intervenções impedem uma análise mais aprofundada da linguagem arquitetônica original. Porém sua placa de inauguração data de 1923, esta localizada na parte superior do portão central da Rua Cel. José Ambrósio.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

As informações históricas sobre o Mercado Público Feira Velha de Morada Nova apresentam certa incoerência. Provavelmente tenha sido construído em 1878, na gestão do intendente municipal João Clímaco da Silva Raulino, para dar emprego ao povo que migrava para a capital na tentativa de sobreviver, fugindo da rigorosa seca de 1877.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Conjunto de Casas a Rua Cel. Manoel Honorato

R. Cel. Manoel Honorato (nºs)

125/129/133/137/141/145

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Residências

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Residencial

Residencial

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Regular

Bom

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Parcialmente Descaracterizado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Conjunto de casas de interesse simbólico local, localizado ao lado da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, no Município de Morada Nova (Ce). Composto por seis casas, implantadas sobre lotes compridos com testada estreita sobre alinhamento da rua e sem recuos laterais. Apresentam uma volumétrica predominantemente horizontal e uma concepção plástica bastante singela, contrapondo com a verticalidade da Matriz.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

A casa nº145 foi construída aproximadamente em 1900. Maria Alice de Castro é a proprietária atual. O imóvel pertenceu também à tradicional família Girão, passando em seguida para Raimundo Castro Andrade.

 

Residência de XX pertencente a Srta. Júlia Viana descendente de José de Fontes fundador do município. Esse local anteriormente foi construído uma casa de taipa, pertencente a José de Fontes. Seus herdeiros posteriormente, nos idos de 1900, construíram a casa de tijolo. Informações prestadas por Manduca Cavalcante, morador vizinho da citada residência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Igreja Matriz do Divino Espírito Santo

Praça Dep. Teófilo Girão, s/n - Sede

 

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Religiosa e Funerária

Igrejas

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1833   

Século: XIX

Início do século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Religioso

Religioso

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Regular

Regular

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Parcialmente Descaracterizado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Edificação religiosa de interesse simbólico local,construída no século XIX,denominada Igreja Matriz do Divino Espirito Santo, implantada na praça Teófilo Girão, no Município de Morada Nova (Ce). Destaca-se no cenário urbano, predominantemente de casas térreas, por sua volumetria de duas torres sineiras. Além do mais demonstra alterações ao longo do tempo, o que impede uma descrição da linguagem arquitetônica original.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo licenciada em 1831, através da conceção do Bispo de Pernambuco, D. João da Purificação Marques Perdigão, e cujo local seria definido por plebiscito. Mediante consulta popular a fazenda do Alferes José de Fontes Pereira de Almeida - um dos fundadores de Morada Nova - foi escolhida para abrigar o templo. No dia 4 de Setembro de 1833 a Capela do Divino Espírito Santo foi erguida, que mais tarde se tornaria a Igreja Matriz da Vila do Espírito Santos, posteriormente Morada Nova. Vale ressaltar que suas torres foram construídas na década de 1927, onde o Maestro Coutinho a frente da Banda de Música, contribui com a animação tornando-se tradição até os dias atuais. A Matriz, que está hoje sob administração da Diocese de Limoeiro do Norte, guarda em sua história um fato que desagrada a muitos cidadãos. Em 1961 o Padre Sebastião Marleno Alexandre destruiu o antigo altar mor - "primorosa obra de arte em estilo barroco", construído na década de 1830 pelo artista limoeirense José Ferreira Sombra, popularmente conhecido por Mestre Sombra (nas palavras de Sivaldo Carneiro de Andrade). Hoje guarda apenas uma imagem de madeira do altar mor restaurada na década de 1990, que compõe o atual altar mor.

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Imóvel à Rua Benício Chagas 67

Rua Benício Chagas 67 - Sede

 

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Residências

 

 

 

 

Relevância

Arquitetônico

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XIX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Residencial

Residencial

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Regular

Regular

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Parcialmente Descaracterizado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Casa térrea, de feição eclética, localizada à Rua Benício Chagas, no Município de Morada Nova. Edificação de interesse arquitetônico local, implantada no alinhamento da rua e com afastamento lateral, onde é feito o acesso ao interior da casa. A fachada principal, enquadrada por cunhais e seqüências cornija, sobrepondo um entablamento com pináculos nos cantos. Apresenta três portas, todas de vergas retas, esquadrias tipo de abrir em madeira com elementos torneados e com folha interna de proteção. Completa a fachada platibanda com corpo central mais elevado um frontão em arco interrompido com tímpano ornamentado e coroado por pináculo. A coberta em duas águas com caimento em forma de oitão, é executada em telhas de barro do tipo capa e canal sustentada por madeiramento de carnaúba, inclusive caibros confeccionados em carnaúba, não constando ripas.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

A casa situada na Rua Benício Chagas, ironicamente teve como seu primeiro proprietário o mesmo personagem que dá nome à rua. O ex-proprietário foi o mais bem sucedido comerciante e industrial de Morada Nova por muitos anos. Exerceu os cargos de Adjunto Promotor e Primeiro Suplente de Delegado de Polícia do município. De acordo com as palavras de Dílson Pontes Chagas, autor do livro Morada Nova em Revista, o médico e ex-prefeito moradanovense (geriu o município em dois mandatos) "fez tudo para bem servir sua terra; progressista e sobretudo de uma honestidade admirável, sua administração foi um prodígio para Morada Nova". Em 1952, na gestão de Aloísio Chagas, Morada Nova tornou-se o primeiro município cearense com a agricultura mecanizada, resultado da distribuição e financiamento de máquinas agrícolas, arados, cultivadores e outros instrumentos aos agricultores. Como conseqüência do bom desempenho frente à prefeitura, Aloísio Chagas foi escolhido Presidente da Associação dos Municípios do Ceará, além de um dos fundadores e o primeiro presidente do Hospital e Maternidade de Morada Nova da Fundação São Lucas. Na gestão de Aloísio Chagas foi instalado o sistema de água encanada no município, abandonando assim, o antigo método de abastecimento hídrico, baseado em cacimbas. Em um dos muitos traslados sofridos pela sede da prefeitura municipal, esta foi instalada temporariamente na residência do então prefeito Aloísio Chagas. Atualmente a residência pertence a Raimundo Aloísio Chagas e encontra-se à venda.

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Imóvel à Rua Cel. José Epifânio

Rua Cel. José Epifânio - Sede

61

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Residências

 

 

 

 

Relevância

Arquitetônico

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Residencial

Institucional

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Bom

Bom

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Integro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Casa térrea de interesse para arquitetura popular local, localizada no Município de Morada Nova (Ce), construída no inicio do século XX, apresenta elementos decorativos de reminiscência art nouveau, com algumas alterações na fachada. Implantada sobre um lote profundo com testada estreita, sobre o alinhamento da via e com recuo lateral. Enfatiza a disposição original da entrada que se desloca para a lateral, com profunda alterações e os desenhos em arcos, dentro da qual se encaixa uma janela rasgada com peitoril. Um entablamento precede a delicada cornija, o qual recebe a platibanda decorada, que guarnece o telhado de barro em duas águas e arremata a edificação. As esquadrias do tipo veneziana em madeira. Seu primeiro proprietário, Sr. José Chagas, prospero comerciante, atualmente funciona como a sede de posto do INSS. O imóvel pertence à Prefeitura Municipal de Morada Nova.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Imóvel a Rua Damasceno Girão

Rua Damasceno Girão – Sede

87

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Residências

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XIX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Residencial

Comercial

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Regular

Bom

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Parcialmente Descaracterizado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Edificação térrea implantada em um terreno de pequena testada e grande comprimento, ocupando-o em toda sua largura e com fachada principal no alinhamento da via. Com composição típica das residências oitocentistas, a iconografia antiga revela que originalmente dispunha de três vãos dispostos regularmente em sua fachada principal, sendo um de porta e dois de janela, em verga reta e com cercadura sobreposta. Infelizmente tais vãos foram alargados e unidos em um só grande vão de porta, um grande vazio que ocupa quase toda a fachada atual, exigência do uso comercial a que se destina atualmente, vedadas com portas metálicas de rolo. O restante dos elementos decorativos de fachada ainda continuam íntegros. Cunhais e cornija, sobreposta por platibanda, enquadram a composição. Apresenta platibanda segmentada em três porções distintas, sendo a central mais elevada, em arco, ladeada por pináculos e pequenas volutas, com festão ornamentando seu interior. O edifício tem sua estrutura em alvenaria autoportante de tijolo cerâmico chato, com reforços em concreto, fruto de intervenções posteriores. A coberta apresenta geometria em duas águas, sendo uma anterior e outra posterior, e utilizando telhas cerâmicas do tipo capa-canal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Nicho de São Sebastião

 

 

 

Localidade

 

 

 

Distrito do Roldão

 

Ano: 1904   

Século: XX

Início do século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Religioso

Ocioso

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Ruim

Regular

Regular

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Integro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Posicionada juntamente com o altar em uma das cabeceiras da capela, o nicho que tem como orago São Sebastião, encontra-se abrigado por singela edificação de tipologia residencial rural. Seu altar apresenta forma de tronco piramidal invertido, construido em tijolos de alvenaria emboçada, rebocada e pintada a base de cal e água. Logo acima do mesmo, encontra-se o nicho encravado na parede e emoldurado por friso arrematado por arco pleno, tendo acima de seu fecho um crucifixo. Atenção e capricho são claramente visíveis na delicada pintura decorativa que ladeia o nicho, aplicada diretamente na parede que a apoia, tendo como inspiração motivos florais. Segundo moradores locais, estas pinturas são quase contemporâneas a época de criação do nicho, sendo as mesmas constantemente retocadas, mas mantendo-se fiéis ao desenho original.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

O Nicho de São Sebastião foi construído nos anos iniciais do século XX, por Valdevino Felício Roldão fundador do distrito Roldão, antigo Boa Vista. Seu fundador residia junto à sua esposa, Ana Gomes Roldão, na Fazenda denominada São Sebastião da Boa Vista, em referencia à devoção que nutria pelo santo. Certa noite, em sua humilde casa de taipa, Valdevino ouviu barulhos estranhos sem explicação aparente. De imediato atribuiu os ruídos a manifestações sobrenaturais, espíritos em busca de comunicação. Ao relatar o acontecido a alguns amigos, foi aconselhado a deixar aquela casa e mudar-se para outra. Atendendo às sugestões construiu uma casa grande de alvenaria, destinando nela um espaço para um Nicho cujo padroeiro seria São Sebastião. Embora a inauguração do oráculo, pelo padre Estevão Honorato de Lima, tenha acontecido em 1913, há pelo menos três anos eram realizadas atividades religiosas no recinto. Após a inauguração, foram freqüentes as celebrações de missa e outros eventos sacros, a ponto de o templo tornar-se pequeno para o grande número de religiosos que para ele se dirigia. A solução encontrada pelos descendentes do falecido Valdevino Roldão para atender a grande demanda de devotos e a vontade do fundador de Boa Vista, foi erguer imediatamente uma capela. Assim, no mesmo ano em que morreu Valdevino (1952), aos 91 anos, foram realizadas atividades para arrecadar fundos no intuito de levantar a capela. A atual moradora Erivan Chaves filha da (falecida) antiga proprietária, Angélica Chaves relata que a quase totalidade das imagens que anteriormente compunham o Nicho, foi levada para a Igreja Matriz de Morada Nova. Antes de Angélica, Esaú Chaves de Queiroz adquiriu a casa através de leilão, em 1957.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Praça do Vaqueiro

Largo do Vaqueiro – Sede

s/n

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Residências

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XX

Início do século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Residencial

Residencial

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Bom

Bom

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Integro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Praça do Vaqueiro de interesse simbólico, localizada entre a Praça da Matriz e a antiga Intendência Municipal da cidade de Morada Nova tido como centro histórico (atual Museu do Vaqueiro), funciona como ponto articulador entre dois expressivos locais do contexto urbano central.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

Anteriormente, este logradouro era conhecido apenas como subida para a Cadeia, construída pelo Pe. Nelson Terceiro de Farias prefeito entre os anos de 1915 até 1920 e vigário em Morada Nova de 1914 a 1922. Somente em um dos dois mandatos (1959/1962-1967/1970) do prefeito Dr. Epifânio, a escadaria foi substituída pela atual Praça do Vaqueiro. Há tempos a praça (ou escadaria) é palco de, se não importantes, curiosos acontecimentos do município; vejamos um deles. Como represália à derrota sofrida nas eleições de abril de 1904, Accioly instituiu o toque de recolher em Morada Nova. Sob liderança do Cel. Honorato, os soldados destacados no município foram instruídos a proceder uma ronda noturna na cidade a partir das 9:00 da noite. Quem fosse pego transitando nas ruas depois do horário permitido seria preso e surrado. Contam que o objetivo da medida repressora era capturar um líder do partido Maloqueiro (oposição a Accioly) que costumeiramente ia visitar um parente no horário não permitido. Por ironia, o rígido patrulhamento não deixou escapar nem mesmo o cunhado do Cel Honorato, que, ao sair tarde da casa do Coronel, fiel seguidor de Accioly, foi surpreendido pelos soldados justamente quando passava pela atual Praça dos Vaqueiros. Embora tivesse insistido aos soldados que era cunhado de Honorato, tal referência não o livrou da prisão e da grande surra de que foi vitima. Após o incidente o Cel. tirou os soldados da rua e mandou-os de volta aos quartéis.

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Prédio Vicentino

Rua Luis S. Matos – Sede

88

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Residências

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Residencial

Institucional

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Bom

Bom

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Integro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Edificação térrea, denominada Prédio Vicentino, de interesse simbólico local, construída no início do século XX, localizada em esquina próxima ao antigo mercado público. As sucessivas intervenções impedem uma análise mais aprofundada da linguagem arquitetônica.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

O imóvel é conhecido pelo nome de Prédio Vicentino. Foi construído por volta do início do século XX. Nele atualmente são realizadas atividades religiosas, tais como, novenas, terços, encontro de casais etc. Segundo antigos moradores da cidade, o prédio abrigou, desde a década de 70 até o fim do decênio seguinte, a Boate Dance Night, além de um mini-cinema. Ainda de acordo com informações dos moradanovenses, o cinema exibia sessões de "filmes quentes considerando-se os princípios morais da época: anterior aos anos 70 que ocorriam paralelamente às reuniões dos confrades. A Associação manteve também uma escola noturna para adultos entre os anos de 1936 a 1939. Em 1993 o edifício passou a abrigar atividades correlatas a Igreja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Edifício Honorato

Rua Cel. Manoel Honorato - Sede

59

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Não Identificado

 

 

 

 

Relevância

Arquitetônico

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XIX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Misto

Misto

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Bom

Bom

Inexistente ou Descarecterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Integro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Sobrado de dois pavimentos, propriedade de Manoel Honorato Cavalcante Filho (Manduca Cavalcante), na área urbana do Município de Morada Nova, construída em 1935. Apresenta implantação típica da arquitetura urbana tradicional brasileira em lote estreito de esquina, sobre o alinhamento da via, sem recuos laterais. Na fachada principal figuram elementos da arquitetura art decò, influenciada pela arquitetura erudita. As linha que molduram a fachada principal são marcadamente horizontais, presentes no coroamento e separando o térreo do primeiro andar. O uso comercial a que se destina é evidenciado pela disposição regular dos vãos das portas ao longo das duas fachadas voltadas para a via, sendo duas portas na fachada menor e seis na fachada maior. Todas em verga reta encimadas por moldura simples. Destaca-se na fachada menor, sob a platibanda uma inscrição em alto relevo executada em argamassa: Edifício Honorato. As esquadrias do pavimento térreo são cegas de madeira e do pavimento superior tipo veneziana.

 

 

 

 

Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos)

O Edifício Honorato é um dos mais imponentes da cidade. Teve como primeiro proprietário Manoel Honorato Cavalcante Filho, que, em 10 de Maio de 1946 assumiu a titularidade do 1o Ofício como Tabelião Vitalício. Honorato Filho chegou também à legislatura de Deputado Estadual e exerceu cargos técnicos na Assembléia Legislativa do Ceará. O proprietário atual do imóvel, José Wilson Cavalcante, exerceu, a partir de 1945, o ofício de Escrevente do Cartório do 1o Ofício. Wilson é um dos sócios e o proprietário da sede do clube recreativo Sociedade Pró-Melhoramentos de Morada Nova. Na parte do prédio atualmente alugada, pavimento onde o Sr. Childerico Nogueira tinha uma loja, funciona um comércio de material de construção administrado pelo locatário Manoel Gomes. Além de servir como residência o prédio já abrigou também comércio de tecidos e, posteriormente, de cereais. Contam alguns moradores da cidade, que Alberto Girão residiu na edificação antes da reforma pela qual passou em 1936/1937.

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Imóvel a Rua Cel. José Ambrósio

Rua Cel. José Ambrósio - Sede

51/61

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

Residências

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XIX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Residencial

Comercial

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Regular

Bom

Inexistente ou Descaracterizado

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Parcialmente Descaracterizado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

Conjunto de duas casas comerciais térreas de interesse simbólico local, localizada na cidade de Morada Nova (Ce), com acessos independentes. Destacam-se no cenário urbano, mesmo com as grandes alterações nos vãos das fachadas frontais, pelos detalhes na ornamentação de suas platibandas.

 

 

Histórico

Construída em 1904, pelo Cel. José Ambrósio, atual nome da rua, funcionava como residência e na esquina conjugado, funcionava o comércio do proprietário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bem Natural

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Pedra do Letreiro

Sítio Campestre

 

 

Localidade

 

 

 

Sede – Sítio Campestre

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Móvel Natural

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Patrimônio Natural

 

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

 

 

Bom

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórico

A pedra do letreiro – As inscrições feitas em baixo-relevo, numa pedra oblonga solta, repousando sobre um lagido maior, bem merece o nome popular recebido: Pedra do Letreiro. São traços pretos, linhas sinuosas, círculos e semi-círculos, formando desenhos indecifráveis. Inscrições rupestres tão abundantes no município de Morada Nova.

A pedra do letreiro não representa apenas documento da passagem do homem primitivo na região, tem também uma significação folclórica e mística.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bens Imóveis

 

 

 

 

Denominação

Endereço

Número

Complemento

Prédio da Intendência e Cadeia Pública

Rua Saturninos Matos - Sede

10

 

Localidade

 

 

 

Sede

 

 

 

 

 

 

 

Tipo de Bem Imóvel

 

 

 

 

Sub - Categoria 2

Sub - Categoria 3

Arquitetura Civil

 

 

 

 

 

Relevância

Simbólico/Afetivo

 

 

 

 

Época da Construção

Ano: 1   

Século: XIX

Final século  

 

 

 

 

Uso Original

Uso Atual

Nr. de Pavimentos 

Repartição Pública

Repartição pública

2

 

 

 

 

 Estado de Conservação

 

 

 

 

Estrutura Portante

Elementos Secundários

Coberta

Mobiliário

Bom

Regular

Bom

 

 

 

 

Grau de Caracterização

Proteção Existente

Esfera de Proteção

Referência de Proteção

Matem as formas originais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórico

Antigo Prédio da Intendência e Cadeia Pública, foi construída por decreto do Imperador Pedro II, para abrigar a Intendência e cadeia. Posteriormente, funcionou a Prefeitura Municipal, o Fórum, Escola de Música e Biblioteca Municipal no pavimento superior. O pavimento térreo, funcionava e desde de 1985 abriga o Museu do Vaqueiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outros Bens da Memória e do Patrimônio Cultural de Morada Nova

 

 

Conj. de imóveis R. Zacarias Bandeiraira – Citadas residências em frente ao Mercado Público Municipal. Apresenta fachadas contendo guarda corpo em balaustres.

 

Prédio da Legião Brasileira de Assistência – LBA – Edificação dos anos 1930, que abrigava o posto de Puericultura, construído na administração do Prefeito Eduardo Girão Sobrinho. Posteriormente abrigou a Prefeitura Municipal de Morada Nova e atualmente funciona o Centro de Atenção Psicosocial.

 

Lagoa da Salina – Um ponto turístico de Morada Nova, localizado no centro da cidade, sua parede construída por ordem do Imperador Pedro II, Varanda da Salina, onde os usuários praticam caminhada e em noite de lua, os visitantes costumam bater papo, como também curtem um bom violão acompanhado de um bom aperitivo.

 

Prédio da Usina de Algodão – Localizado no centro da cidade, ao lado da Igreja Matriz, de propriedade do Sr. Benício Chagas, prédio da primeira Usina de Beneficiamento de Algodão. Atualmente funciona como comercio de atacado em geral.

 

Imóvel do Sr. João Evangelista – Localizada na Praça da Matriz, em frente à Igreja Matriz, a edificação funcionava como residência e ao lado o comercio. Atualmente a briga a Casa Lotérica.

 

Residência do Sr. Tenente Cel. José Paulo Girão – Localizada no bairro Ermógenes Girão, na rua Cel. José Paulo, construída em 1906, atualmente residência do seu filho, Sr. Valdemar Meneses Girão.

 

 

 

 

 

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